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As
ararinhas viviam num cinturão ao longo do rio São Francisco,
entre a cidade de Juazeiro e Abaré, porém, devido ao tráfico
ilegal de aves que abastece o sempre crescente mercado de criadores e colecionares
de aves, desde 1990, a ararinha já era considera extinta na natureza.
Sabe-se da existência de alguns exemplares em cativeiro, em sua maioria
no exterior. Mesmo assim, este número não é elevado.
Segundo Comitê Permanente para Recuperação da Ararinha-Azul
(CPRAA), havia nessa época o registro de 66 indivíduos em
cativeiro, sendo que apenas 6 viviam no Brasil. Deste total, 8 são
oriundos da natureza, o que leva à rápida conclusão
de que o grau de parentesco entre elas é bastante elevado.
Desde 1990, quando foi encontrado um macho em Curuçá (BA)
foram feitas várias tentativas para recuperar a espécie: colocar
uma fêmea com o macho silvestre, introduzir ovos fertilizados por
ararinhas azuis e até mesmo filhotes. Entretanto, o desaparecimento
do macho selvagem veio inviabilizar a estratégia de usá-lo
como elo para facilitar a adaptação dos animais cativos ao
novo ambiente. O Comitê Permanente para a Recuperação
da Ararinha Azul tem buscado novas estratégias com o intuito de obter
sucesso na reintrodução das ararinhas na natureza e salvá-las
da extinção.
O Comitê Permanente para Recuperação da Ararinha-Azul
(CPRAA) foi criado pelo governo brasileiro em 1990. É composto pelo
IBAMA, Parque Zoológico de São Paulo, Criadouro Chaparral
(Recife), Fundação Loro Parque (Tenerife), Birds International
(Filipinas), Houston Zoo, mantenedores, entidades e pesquisadores nacionais
e estrangeiros.